sábado, 21 de janeiro de 2017

Qual Era? Quinta? Sexta?

Era sexta. Já tivemos outro nome antes do QEQS, mas não foi por escolha nossa. Nos chamavam de "Sexta C". Turma da bagunça, daquela que senta no fundo e fica jogando bolinhos de papel quando a professora fica de costas. Bem maduro da nossa parte.

No espírito de 6ta-C, faremos uma brincadeira entre os membros da banda, cujo resultado será revelado semana que vem. 

Sabem aquelas correntes chatas que todo mundo já cansou de receber no Facebook? Bom, vamos fazer uma nossa, dentro da banda. Hoje cedo vi uma que era sobre irmãos, onde tinha que responder (dentro dos irmãos que cada um tem) quem é  mais mimado, mas estudoso, mais pilantra, etc, etc. Essa corrente trouxe a ideia de fazer o mesmo questionário (ou parecido) entre os membros da banda. Todos vamos responder, e no fim veremos se há coincidências no jeito que cada um enxerga o outro, hehe..

Voltando para as notícias desta semana, o João não conseguiu participar do ensaio; cada vez que alguém falta, o ensaio não é a mesma coisa. Temos uma vibe muito legal quando estão todos no palco, e dá pra perceber na hora se falta algum de nós. Hoje temos nosso jeito de tocar, e nos conhecemos o bastante para mandar "sinais" e arrumar alguma ou outra entrada que por acaso não rolou como devia. Toda hora rola uma virada na bateria, ou um acento específico, um riff pra chamar a atenção, uma frase na voz que acaba dando chão para o resto, e sustentando a música, compasso a compasso. Na verdade, é a sensação de se ajudar a carregar a música, entre todos.

Nesta semana também, fizemos um flashback por sugestão do Guilherme, nosso baixista. Algumas temporadas atrás fizemos algumas músicas grunge, entre elas, "Like a Stone", do Audioslave. Essa música já estava soterrada na memória, mas o Gui a trouxe de volta para superficie, para nosso desespero geral. Desespero, porque ninguém lembrava lhufas dessa música. E desespero, porque era uma música que, propositalmente, tocávamos em instrumentos diferentes. Eu, como batera, ia pro baixo. O Artur, largava a guitarra e ia pra batera. E assim sucessivamente. 

Bom, lá fomos pro spotify, ouvir a música de novo, ver como era. Caçamos os tabs, e bora tocar. Eu, enquanto tocava a bateria,  fiquei gritando o mapa feito um desmiolado.

- VERSO!
- REFRÃO!
- VOLTOU!
- SOLO!

Solo. Acabei cantarolando o solo, bem no estilo do Jack Black, quando faz as notas da guitarra com a boca, como na música "The Metal" do Tenacious D. Temos até uma gravação bem vergonhosa e ridícula desse solo, impublicável. Mas o que importa é que deu certo, funcionou, e com todo o suor deixado no palco, mais uma música estava nascendo.


Matando "Like a Stone"...

Faltam somente três músicas para fechar o setlist "oficial". Por esse motivo, o setlist "alternativo" anda meio largado. Eu mesmo faz tempo que nem ouço as músicas do alternativo. Mas está aí, guardado na memória, como estava Like a Stone. Eu sei que é só começar a tocar de novo, que em duas ou três passadas já volta para os tempos áureos.

Mano, vou parar de escrever que a mão tá coçando. É falta de baquetas, preciso tocar.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Quando Engata, Quem Segura?

Olha, não é por me gabar, mas que ensaio legal que fizemos na última quinta-feira. Todo mundo ligado, sintonizado, afiado.

Pessoalmente, tenho certeza que boa parte desse sucesso veio do fato de termos ensaiado na semana passada em um ambiente desconhecido, sem coaching nem assistência externa; tivemos que nos entender "na marra", por assim dizer. Desenvolver a comunicação visual, verbal, gestual, para ligar cada elemento, e a música fluir. Vamos marcar mais ensaios desse tipo, na medida que a agenda nos permitir.

Mas voltando ao ensaio da quinta passada, as coisas fluiram tão bem que aproveitamos para tirar mais uma música, e encaixar no setlist. Nada particularmente complicado (três acordes, e nenhuma frescura na bateria), mas soa alegre. Ao mesmo tempo que é parecida com a versão do disco, acabou ficando com a nossa cara pelo jeito particular que temos de tocar. Sabem, é bom perceber como já estamos dando sonoridade "nossa" para as músicas alheias. 

Temos um grupo de whatsapp, onde nos falamos diariamente, seja para combinar horários, checar músicas, discutir futebol, etc. Foi nesse grupo que nosso baixista mencionou um bar perto daqui, onde as bandas podem ir e tocar, praticamente em clima de ensaio, sem compromisso. O esquema é bem simples: não tem cachê, mas você também não paga. É só para fazer um som ao vivo. Liga lá, agenda, e vai se jogar na frente da galera.

Decidimos não perder tempo, e partimos em caravana para o tal bar, e sentir a "vibe" do local. Em outras palavras, sacar se era uma roubada ou não. Mas não é que é um lugar bem legal???

Palco pequeno, apertado, tipo nível 1 do Guitar Hero. Muitas mesas do lado de fora, e quase nada do lado de dentro, onde fica o palco; ou seja, intimista, e só vai te ver quem quiser te ver (porque tem que largar sua mesa e ir pra dentro do bar).

Não fosse a falta de parte da banda, com certeza teríamos subido nessa noite mesmo para fazer um som. É muuuuito de boas.

Conversei com um dos donos, gente fina, e me disse que no meio da semana é bem suave para agendar e tocar. Aos domingos também costuma ser tranquilo. A missão agora é convencer o resto da banda, ir até lá, levar uns lacaios para gritarem e cantarem com a gente, e invadir o palco. Será o começo da QEQS Neverending International Tour 2017

Sim, sim, já sei. Querem fotos. Querem ouvir a gente. Querem vídeos nossos. Vai ter tudo isso aqui no blog. Afinal, acho que está na hora de nos apresentar. 


QEQS, na sua formação tradicional. Ainda vou falar de cada um, e com cada um dos membros. Repararam o logo projetado atrás? Foi nossa homenagem ao Festival Live Aid, fizemos um set só com músicas desse festival. Eclético pra caramba, mas foi tão legal que trouxemos algumas músicas desse setlist para o nosso setlist "regular".

Tá aí... Autógrafos e selfies na saída do backstage.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Queremos Escutar Qualquer Som

Hey, estou falando com você. Eu sou a QEQS, ou o QEQS, ou os QEQS, ou até x QEQS. E este é meu, quer dizer, nosso blog.

Pensa numa turma bem legal de adolescentes na casa dos 40 anos (há exceções), que decidiram formar uma banda e aprender a tocar... Podia dar ruim, mas não deu. Tudo começou quando estas pessoas, sem se conhecerem nem terem tocado antes, decidiram entrar numa escola de música diferente, a School of Rock. Sim, tem a ver com o filme que você viu, mas na real, foi a School de verdade que inspirou o filme. Podem googlar, eu espero. Só volta depois que ainda não acabei.

Então, quem vos escreve neste instante é o inquieto, barulhento e sempre nerd baterista da banda. Mas não vou falar de mim (ainda), porque passei por aqui só para apresentar brevemente quem somos como banda, o que queremos, e qual o propósito de blogar.

Este registro ficará para a história; nós pensamos originalmente no snapchat, instagram, twitter e tantos outros, mas tudo isso soa muito efêmero. Passa a sensação do momento, mas perde valor logo depois que foi lido ou assistido. Tem seu valor, claro, mas não perdura do jeito que o faz uma boa música. Provavelmente, com o tempo, entremos na onda de postar algumas coisas em outras redes, mas por enquanto, vamos registrar nossa "experiência" de tocar juntos por aqui.

A primeira pergunta que fazem pra gente é óbvia: O que quer dizer QEQS?

Posso adiantar que nasceu como um acrônimo, mas hoje é muito mais do que isso. Aconteceu que quando nos perguntavam o que era QEQS, os fãs já vinham chutando o significado, e tentando adivinhar; pessoalmente, achei legal isso, e decidimos não revelar como surgiu. Até porque nessa vibe de ouvir chutes, escutamos alguns nomes bem legais. Tenho certeza que você, lendo isto agora, também está pensando alguns nomes possíveis. Por isso decidimos que seria QEQS, e que o significado será sempre diferente, ou nenhum deles, ou todos eles.

Vamos ao som.

Nós tocamos Rock, com maiúsculas, na maior parte do tempo. Temos nossas recaídas, mas passam logo. O mais curioso é que fizemos um exercício onde cada membro da banda escolheu uma música para tocarmos, e não houve uma coincidência, nem no estilo. Prova que dá para ser bem eclético, sem perder a amizade. Daí que vamos de Black Sabbath até Queen, de Dire Straits até Lobão, de Pearl Jam até Creedence. Não tem tempo ruim, e isso é muito bom :-)

Hoje, graças à School e ou nosso eterno guru e diretor musical, estamos numa fase de tocar os Stones. Logo teremos notícias para quem quiser nos ver tocando por aí, mas atualmente estamos na fase dos ensaios. Assim que puder, passo mais detalhes.

Ontem mesmo fizemos um ensaio bem produtivo, passando por dois dos nossos setlists, e arrumando detalhes como convenções, viradas e outras frescuras que nem sabíamos que existiam antes de ter banda. Tenho que falar mais disso, da transformação que faz ter uma banda pra chamar de sua. Me lembrem de falar sobre isso, please.

Com o tempo, vamos incluir fotos, vídeos, bootlegs e outras tralhas aqui como memória coletiva deste processo todo que é virar uma banda; e para isso, contamos com a participação de vocês. Abriremos os comentários, mas só pra quem se comportar, ou não for um boot malicioso sabotando as internetz (em português, os comentários são avaliados, só pra limpar o spam).

Só para abrir o apetite para postagens vou soltar uma pérola: temos no momento cinco membros regulares na banda. Chutem quantos deles são engenheiros...

Até daqui a pouco!